08 junho 2015

[Sebo do Wes] Dark Souls Original Soundtrack





Antes de qualquer coisa, sabem qual é o cumulo do masoquismo? Platinar Dark Souls, pois chegou em um momento que “morrer era divertido”. Ok...bem vindos ao Sebo do Wes. Praise the Sun!!!

Um adendo importante é que nesse tempo que passou eu estava de licença médica, ou seja a frequência que já estava baixa de postagens diminuiu para nada. Peço desculpas por isso. O lado bom é que pude jogar bastante coisa enquanto estava operado, e entre elas a tal platina de Dark Souls me fez ver o quão boa é a trilha. Senhores, voltamos com tudo com Dark Sous Original Soundtrack.

Olha o Bonfire, digo, a playlist:


01. Prologue
02. Firelink Shrine
03. Taurus Demon
04. Bell Gargoyle
05. Pinwheel
06. Gaping Dragon
07. Chaos Witch Quelaag
08. Daughters of Chaos
09. Iron Golem
10. Ornstein & Smough
11. Gwynevere, Princess of Sunlight
12. Great Grey Wolf Sif
13. Ceaseless Discharge
14. Centipede Demon
15. Four Kings
16. Seath the Scaleless
17. Gravelord Nito
18. Bed of Chaos
19. The Ancient Dragon
20. Crossbreed Priscilla
21. Dark Sun Gwyndolin
22. Gwyn, Lord of Cinder
23. Nameless Song


É bom frisar que não fique com a sensação de que não prestou atenção ou que não gravou tantas musicas na cabeça, pois ao contrário de trilhas épicas, a ambientação é o forte desse álbum, e tirando batalhas com chefes é normal ou não ter musica ou ter algo mais leve. E “Firelink Shrine” é a musica perfeita, senão absoluta para isso. Como você vai ouvir ela todo o tempo por conta da localização estratégica, que te faz voltar na área de mesmo nome SEMPRE, ela é bem calma, com uma harpa que dá leves toques, acompanhada de violoncelos e violinos com longas notas. Falando em calmaria, “Daughter of Chaos” e seu coral aliado à harpa e violoncelo deixa tudo mais calmo ainda, é até estranho lutar contra alguém com essa musica rolando. Sorte que a musica é tema do NPC mais “tranquilo” do jogo.

Há inúmeros jogos que seguem a premissa de que quase não há musicas durante o gameplay exceto em batalhas contra chefes. Já vimos isso em Shadow of the Colossus por exemplo, e Dark Souls segue a mesma linha. De longe “Gaping Dragon” é a minha musica favorita, não só por conta do chefe ser imenso, mas bem tranquilo de se matar (sério, padrões fáceis de ler e ele é lento), mas pela musica ser épica e com instrumentos tocando alto e grandiosamente em quase toda a musica. Até mesmo quando os instrumentos tocam mais baixo e o coral rege a musica ainda é épico, grandioso. Pena que a musica não se repete, e dependendo do seu percurso no jogo, você nem enfrenta o chefe (Master Key, sua...!). Em compensação uma musica que muita gente ouviu, tanto por ser um percurso obrigatório no jogo quanto é um ótimo lugar para subir de nível à custa dos outros, digo, ajudar seu amiguinho, é “Ornstein & Smough. Engraçado que quando o coral começa e a maneira que a batalha se inicia dá mais grandiosidade ao tema (e por tabela, medo nos jogadores), e aliada aos tambores presentes em quase toda a musica deixa a tensão e grandiosidade eminente a todo momento. Como se já não bastasse enfrentar dois chefes ao mesmo tempo...

Dark Souls é um jogo que mexe com suas emoções, é um fato. E confesso que mesmo platinando esse jogo, o Motoi Sakuraba soube mexer com minhas emoções com sua musica. E talvez seja bom citar Desespero ao relembrar de “Seath the Scaleless” com seu inicio mostrando um terror eminente, uma ameaça crescente graças aos tambores e violinos no inicio. É uma musica aterrorizante, não nego ter suado frio ao ouvir ela. E com certeza ao ouvir “Great Grey Wolf Sif” me remete à Tristeza. Um pouco de background se faz presente nessa hora: no jogo é necessário você “adquirir à força” um item que permite chegar a um certo lugar, porem o item está em um túmulo. E esse túmulo está guardado pelo fiel animal do cavaleiro que jaz ali, o lobo mais lindo do mundo, Sif. A musica é triste, com violinos lentos, tambores baixos e vez ou outra um som mais medieval, relembrando aqueles filmes antigos do Rei Arthur que passavam na Sessão da Tarde. Sério, é sofrido matar o pobre lobo, e quando ele começa a andar mancando quando está quase morrendo...sacanagem. Sacanagem maior é saber que para platinar o jogo você precisa matar ele TRÊS VEZES!!!

Acho que já nos acostumamos com musicas de chefe ser grandiosas, e normalmente quando é o ultimo chefe então, ela tem que ser uma das melhores, senão a melhor. Há inúmeros exemplos com a série Final Fantasy com “Dancing Mad”, “One-Winged Angel” e afins que não me deixam na mão. E ao contrário das musicas citadas, que são bastante grandiosas, “Gwyn, Lord of Cinder” é talvez a musica mais tranquila que eu já ouvi, em se tratando tanto de Boss Battle quanto no próprio álbum em si. O piano é praticamente o instrumento dominante, com uma calmaria que nunca muda, de um jeito até simples que se assemelha até a uma baladinha romântica, tipo as que o Nobuo Uematsu fazia para os joguinhos de Super Nintendo. Na real, a simplicidade da musica pode ser comparada ao quão frustrante/simples foi a batalha final do jogo. Talvez a “The Ancient Dragon” seja até mais grandiosa que essa, tanto pelas vozes do coral que intimidam quanto pela história envolvendo o Ultimo dos Dragões. Sim, boa parte dos dragões que enfrentamos são “Dragões Falsos” ou apenas variantes. Sério, deem uma procurada em Blighttown (um dos locais do jogo), pois mesmo que esse lugar seja chato de doer, achar o caminho que leva ao Stone Dragon e ouvir essa musica compensa todo o sofrimento.

Por mais que o jogo seja difícil/teste pra cardíacos, não há recomendação melhor de que joguem Dark Souls, pois é difícil musicas caírem tão bem em um ambiente tão rico e desafiador. E também recomendo ouvir essa versão de Gwyn, Lord of Cinder feita pelo Smooth McGroove, que sempre figura por aqui com suas belas versões de game music que tanto amamos.


Fonte da playlist: VGMDB
Fonte de informações sobre o jogo, curiosidades e afins: Dark Souls Wiki

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