09 outubro 2014

[Sebo do Wes] ContraBand





Contra é uma franquia difícil. E bem vindos sucintamente ao Sebo do Wes. Preparem o Konami Code.

O primeiro Contra não foi o primeiro jogo da série que joguei, o primeiro foi o Contra III para o Super Nintendo. Não importa a ordem, o que importa é que ainda é um jogo difícil pra caraca. O que não muda o fato de ter uma trilha muito boa, bastante grudenta se for focar apenas nas composições do primeiro jogo. E o álbum em questão já foi analisado na ouvidoria do Bit Studio #42, mas vale a pena ser revisitado por aqui, com mais detalhes. Sim, o álbum ContraBand é a vitima de hoje. Não teremos vidas o suficiente para analisar esse álbum formidável.

Playlist modesta da quinzena, em contraste da dificuldade do jogo:

01. Intro
02. Jungle
03. Base
04. The Boss
05. Waterfall
06. Snow Field
07. Energy Zone
08. Alien Lair
09. End Credits

Assim como nos relacionamentos sérios, ser fiel é muito importante em se tratando de arranjos musicais. E quando citamos Game Music inconscientemente nos dividimos entre aqueles que prezam pela ousadia em tentar algo novo, usando a base da musica original apenas como referência, e tem aqueles que curtem mais um arranjo fiel da musica, utilizando instrumentos diferenciados. Em boa parte dos álbuns que escutei eu pendia para o segundo lado, e Cliff Colon não me decepcionou em matéria de fidelidade musical quando arranjou as musicas do Contra clássico, isso está em evidência logo na “Intro. Não preciso dar mais detalhes, é a introdução do clássico Contra, aquela que me arrepia todos os pelos do corpo em toda sua essência. E olha que sou bem peludo hein?! 

Vale ressaltar que o álbum todo é arranjado tendo como base o Jazz, aquele som gostoso do saxofone mesclado com outros instrumentos mais clássicos, como baixo, piano, guitarra sem distorções e aquela bateria sutil. Mesmo que a “Jungletenha o começo totalmente fiel à musica original, sendo executada um pouco mais veloz que a original, a liberdade dada no meio da musica para arranjos novos é uma constante no álbum, e nesse caso não destoou em nada do original, pois manteve o ritmo e soube encerrar voltando ao tema original. Mas o contrário também existe no álbum, e já é na musica seguinte, “Base”. Ao contrário da original, que era bem rápida, o arranjador optou por cadenciar mais a musica, talvez por achar que um pequeno “break” era necessário para que o álbum não esteja sempre “correndo contra o tempo”. Ou talvez ele optasse por diminuir o ritmo para mostrar mais detalhes da obra original e ter mais liberdade para arranjos. Gostei muito da bateria ao fundo, que em momentos ela se destaca bastante, não a ponto de ofuscar outros instrumentos, mas para mostrar uma boa condução mesmo. Inclusive a bateria no final...ouçam já!

Agora falemos da minha musica favorita de todos os tempos da ultima semana: “Snow Field”, que de quebra é a mais longa de todas, beirando DEZ MINUTOS DE EXUBERÂNCIA!!! Explicando o motivo de gostar tanto dessa musica, pois além dela ter sido a primeira musica do Contra que escutei, por conta de poder escolher onde começar a jogar, e sem querer escolhi a fase de gelo, acho que ela é a mais rica no quesito Jazz. É uma musica que você pode se sentar, tomar uma bebida, fumar alguma coisa (eu não fumo, só para constar) e relaxar curtindo a musica. Ela não perde a graça, mesmo que achemos de inicio que arrastar uma musica de 2 minutos no original tende a falhar, coisa que não ocorre. Eu fico surpreso com a riqueza de recursos que os músicos usam para deixar o arranjo ainda mais vivo que o original. Vivacidade nos arranjos também é algo presente na “Waterfall”, minha segunda musica favorita do álbum. Talvez ela e a primeira música sejam as mais próximas em questão rítmica das originais, mas tiro o chapéu para as partes com guitarra e saxofone. De longe, as mais bem trabalhadas do álbum, pois convenhamos que ficar assoprando um instrumento que nem aquele é bastante complicado, chapas.

Sempre bato na tecla que qualquer pessoa pode ouvir um álbum de game music sem problemas, basta se livrar do preconceito de que “videogame é coisa de criança” e afins. E esse álbum reforça (com cimento e duas camadas de tinta) o quão ricas são as composições que ouvimos enquanto morremos inúmeras vezes nos nossos jogos favoritos.

Antes que eu esqueça: Contra é difícil.

Fonte: VGMDB e GoEar

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