09 julho 2014

[Sebo do Wes] The Protomen




Não tá fácil para ninguém no futuro de 200X. Nem para os robôs, muito menos para a humanidade. E com esse hiato criativo que se passou, retorno com o Sebo do Wes.

Nesse meio tempo de hiato de analises de álbuns, pude jogar bastante coisa que não havia jogado antes, inclusive estou empacado com uns 4,5 jogos (e querendo jogar mais). Mas me liguei em um álbum que gostei bastante, que inclusive nós do conglomerado Violão de 8 Bits babamos um ovo para o álbum. Quem leu a introdução acima já sacou, é o álbum homônimo da banda The Protomen, amigos.

A playlist é modesta, sem estar disposta em 8 quadrados de chefes:

1. Hope Rides Alone
2. Funeral for a Son
3. Unrest in the House of Light
4. The Will of One
5. Vengeance
6. The Stand (Man or Machine)
7. The Sons of Fate
8. Due Vendetta

É interessante começar explicando que o primeiro album da banda The Protomen é uma dita Opera Rock, onde em faixas que se complementam contam a história da criação e destruição do clássico robô vermelho Protoman, da criação do robozinho azul Megaman e de seus conflitos no qual está em duvida se a humanidade merece ser salva, já que ela deixou Protoman morrer como bem explicada na primeira faixa “Hope Rides Alone”. Apesar do álbum ter na sua essência o hard rock, a “Unrest in the House of Light” além de ter um ótimo trocadilho no próprio nome, tem um toque texano bacana aliada a voz grave do vocalista, que se alterna nos refrãos de modo que não agride os ouvidos. A propósito, é muito belo a musica contando como Dr. Light tenta convencer Megaman a não lutar uma batalha perdida, no melhor violão do álbum.

Provável que seja possível contar nos dedos os álbuns mostrados no Sebo que possuem todas as faixas cantadas, e realmente é difícil achar um álbum que use a voz como um bom recurso para cativar quem ouve. Na “The Will of One”, onde mostra quando Megaman resolveu tomar partido da luta dos humanos contra os robôs do Dr. Willy, em um rock frenético e cheio de agudos inacreditáveis e quase infinitos. Desafio vocês a não se emocionarem com o coro no final da musica, representando a humanidade em um levante contra a opressão dos robôs. A vantagem de um álbum conceitual como esse é a sequencia, pois mesmo você ouvindo musicas separadas, ouvindo elas na sequencia faz mais sentido ainda, principalmente na proposta de contar uma história. Isso é mostrado na “Vengeance”, pois ela começa no coro da musica anterior, em um total frenesi de guitarras e bateria, simbolizando a luta frenética de Megaman contra a horda de robôs enviados pelo Dr. Willy. Reparem no tom de sofrimento imposta na voz do vocalista, simbolizando todo esse sentimento do robozinho azul. É amigos, nada nesse álbum foi colocado à toa.

Agora vem a minha musica favorita do álbum, tanto por conta da bela execução quanto do contexto dramático que ela impõe. “The Stand (Man or Machine)” introduz para os ouvintes, ao som de um lindo e melancólico piano, uma verdade terrível para Megaman: ele não pode salvar a humanidade e também vingar a morte de Protoman, pois Protoman está vivo, e reconstruído para lutar a favor do Dr. Willy. Além do piano que volta a figurar durante a musica, acompanhada de sintetizadores e guitarras, o vocalista interpretando Protoman, questionando se a humanidade vale a pena ser salva, já que eles não se impõem por si mesmos , é muito lindo de ouvir. E esse questionamento culmina na inevitável luta entre Megaman X Protoman na formidável e apoteótica “The Sons of Fate”, onde mais uma vez o coral das pessoas que se revoltaram contra Dr. Willy estão gritando, apoiando Megaman para que derrote Protoman. E fazem isso sem pensarem que ele já lutou a favor deles antes, mas foi deixado para a própria sorte. Além da parte vocal, a alternância entre o hard rock e as partes mais lentas melancólicas foram feitas com extrema perfeição, você se sente dentro do dilema mental do Megaman, onde ele pensa se a luta vale mesmo a pena. Sendo sincero, se o álbum acabasse nessa musica já estaria de ótimo tamanho.

Fechando esse Sebo, reitero o quão bom e bem feito é esse álbum, e mesmo tendo apenas 8 faixas, sinto que todo fã de Megaman deveria ouvi-lo. Se não se convenceu o bastante, ouça o Bit Studio #41 onde nós do Violão junto com a Susi Viana falamos das musicas dessa incrível obra prima.

FONTE: Lyrics Wikia

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