19 fevereiro 2014

[Sebo do Wes] Bastion Original Soundtrack



“A Criança anda desolada. Sabe que perdeu tudo que tinha. Tudo em que se apoiava. Agora nada mais o alivia. Até ver um local, onde os tons antigos que abalavam Caelondia podem novamente ecoar em seus ouvidos. Ali ele encontra a paz...”. Com essa improvisação de texto, lhes apresento ao Sebo do Wes.

O texto acima eu escrevi na improvisação para deixar tudo no clima. Quem jogou Bastion sabe que o jogo contem inúmeros textos filosóficos para situações das simples até mais complicadas. E já que Bastion Original Soundtrack é a pedida do Sebo, nada mais justo que começar a postagem assim. 

“E então a criança viu uma lista. E se familiarizou com tais nomes escritos nela...”:

01. Get Used to It
02. A Proper Story
03. In Case of Trouble
04. Bynn the Breaker
05. The Sole Regret
06. Twisted Streets
07. Terminal March
08. Percy's Escape
09. Faith of Jevel
10. Mine, Windbag, Mine
11. Slinger's Song
12. Build That Wall (Zia's Theme)
13. Spike in a Rail
14. What's Left Undone
15. Brusher Patrol
16. The Mancer's Dilemma
17. Mother, I'm Here (Zulf's Theme)
18. Pale Watchers
19. The Bottom Feeders
20. From Wharf to Wilds
21. Setting Sail, Coming Home (End Theme)
22. The Pantheon (Ain't Gonna Catch You)


Algo notável  na identidade musical que Darren Korb criou para a trilha de Bastion é a quantidade de faixas acústicas, sejam apenas com violão acústico, ou seja ele mesclando com outros instrumentos, deixando algo bastante “caseiro” e simples. A “In Case of Trouble” é um belo exemplo pois o violão guia a musica toda, numa introdução que nos lembra aqueles toques padrões em testes de dedilhado e batida (lembram disso, senhores?!). E mesmo com a introdução de outros sons, o violão não perde o rebolado. Ela segue uma formula que a “Slinger’s Song” também segue, porem nessa o violão dá mais o ritmo dela, para mostrar mais o estilo próprio da musica, que nos lembra de algo meio Western. Até mesmo alguns sons de fundo dão mais força à ambientação de faroeste que a musica propõe.

A propósito, esse esquema de ter um toque ditando o ritmo em toda a musica é um padrão em musica, seja qualquer forma de musica. No Bastion esses toques repetidos grudam de uma forma incrível, a ponto de apenas iniciar o toque e já sabermos que musica é, e não pararmos de lembrar do toque. A “Bynn the Breaker” é um bom exemplo, pois o toque principal da musica é um violoncelo com apenas uma nota que se repete em toda a música, sendo adicionada outros instrumentos no decorrer da mesma, inclusive outro violoncelo que  adiciona um novo ritmo no decorrer. É algo comum, mas a musica se torna um “chiclete musical” instantaneamente graças a esse recurso. Recurso usado de forma parecida na “Mine, Windbag, Mine”, onde durante toda a musica um som de picareta é ouvido. Baita imersão, né?!

Apesar de ouvirmos apenas a voz de um personagem no jogo (que também é o narrador), há algumas musicas cantadas que remetem a outros personagens no jogo. Por exemplo “Build That Wall (Zia’s Theme)” e “Mother, I’m Here (Zulf’s Theme)”, que são musicas cantadas e ambas na voz e violão. Enquanto a primeira cantada pela Ashley Barrett tem um toque mais suave na musica com um ritmo normal, a segunda musica cantada pelo próprio Korb, tem um ritmo mais lento e é bem mais crua quanto aos instrumentos, já que as batidas mais cadenciadas causam esse efeito. Porem creio que a mescla das duas musicas na “Setting Sail, Coming Home (End Theme), a excelente musica de encerramento que mostra o real valor de ambas as musicas. Além da adição de outros instrumentos, o ritmo da voz de ambos os cantores estão sincronizados, algo que não funcionaria tão bem se um estivesse mais lento que o outro (como estão na original).

Contudo todavia entretanto, a melhor musica cantada a meu ver, e de longe a minha musica favorita do álbum é “The Pantheon (Ain’t Gonna Catch You)”. Essa faixa existe apenas no álbum e nada mais é do que Logan Cunninghan (a voz do Narrador/Rucks) cantando apenas com um violão o acompanhando. Por mais que seja algo simples, o violão e o tom grave do Logan deixou algo mágico nessa canção. Eu não a tirei no violão à toa, mostrando o quão simples e formidável a musica se tornou para mim. E outra favorita minha, que inclusive é uma unanimidade entre quem jogou é “Terminal March”. Aqueles sons mecânicos que estamos acostumados a ouvir em obras renomadas como as trilhas do Akira Yamaoka estão presentes guiando a musica, acompanhadas por uma espécie de banjo. A propósito não me lembro de musicas que possuem banjos e são bem sucedidas em ser formidáveis dessa maneira. Além do banjo, a bateria (que me pareceu ter sido sintetizada ou coisa do tipo) guiando a musica e “solando” no meio da faixa me surpreendeu positivamente. De longe a melhor musica para se batalhar hordas e hordas de Windbags.

Aproveitem pois o álbum é comprado digitalmente pela nossa amiga Steam por volta de umas 9, 10 dilmas (média do preço do jogo também). Não sejam muquiranas e comprem ambos, a obra em si compensa o gasto. E aproveitem para ouvir o fenomenal Bit Studio onde o conglomerado Violão de 8 Bits se junta à concorrência (o Hadouken S.A) para falar da trilha. Só clicar aqui.

2 comentários:

fábio,  19 de fevereiro de 2014 20:28  

comprei o jogo por causa da trilha e não me arrependi