16 maio 2012

[Sebo do Wes] Skullgirls Original Soundtrack



O review da semana mostra que a demo de um jogo pode instigar tanto quanto um jogo completo. Bem vindos ao Sebo do Wes.

Agora o dono do Sebo é um feliz proprietário de um PS3, e mesmo com pouco jogos, eu aproveito tudo que é demo disponível na PSN para brincar. E uma delas era um jogo de luta ocidental peculiar, mas que me chamou a atenção. Tanto pelo visual colorido e muito bem feito, quanto pela musica que a meu ver é tão discrepante para um gênero de luta que o tornou único. Senhores, apresento-lhes o Skullgirls Original Soundtrack, álbum encabeçado pela Michiru Yamane (ela mesmo. Dispensa apresentações), Vincent Diamante (trabalhou na OST de Flower), Blaine McGurty e Brenton Kossak.

Abaixo a playlist, “cara-pálida”:

01. Echoes
02. The Legend of the Skull Heart
03. Pedestrians Crossing
04. Pick of the Litter
05. In Rapid Succession
06. Moonlit Melee
07. Whiling the Hours Away
08. Them's Fightin' Words
09. The Fish Man's Dance
10. An Uncertain Fate
11. The Seat of Power
12. Shenanigans and Goings-Ons
13. Paved With Good Intentions
14. Forgotten Moments
15. A Roll of the Dice
16. The Lives We Left Behind
17. Fugue in Three Goddesses
18. Dirge of the Divine Trinity
19. The Catacombs Below
20. Dire Machinations
21. Her True Power Revealed
22. Skull Heart Arrhythmia
23. Daybreak
24. A Return to Normalcy
25. In a Moment's Time
26. Learning One's Craft
27.The Lives We Tried to Reclaim
28. Hitomi No Kioku (Bonus Track)

A “Pedestrians Crossing” é a musica de menu mais formidável que já ouvi, sem ser espalhafatosa ou alta. Ela é “acolhedora”, pois no momento que a ouvi, me lembrei de bares/pubs da vida, onde um saxofone e um piano tocam ao fundo, em um Jazz aconchegante. Instrumentos que prevalecem na musica, junto de um baixo competente. Até temos algo que me lembrou bastante Bossa-nova, com violão na introdução e tomando o ritmo da “Whiling the Hours Away”, conhecida também como “Event – Normal” (não estranhem o nome no Youtube). Aliada ao violão, une uma guitarra com uma sintetizada diferente, que me lembrou um pouco do que Akira Yamaoka costuma fazer nas suas trilhas.

Musicas animadas também estão presentes no álbum, e a “Shenanigans and Goings-Onsrepresenta bem isso, sendo muito divertida de ouvir. A bateria e o sax dominam o inicio da musica, sendo acompanhados por um piano e um baixo. Musica de correr sem motivo, hehheh. E lá em cima citei musicas que lembram Pubs, a “In Rapid Succession” é um outro bom exemplo disso. O “bongô do Jô” acompanha toda a musica, seguida hora pelo sax, hora por uma bateria que aumenta o ritmo repentinamente. É a musica que mais ouvi do álbum, principalmente pela diferença, já que as composições da Yamane remetem fortemente ao piano, me fazendo lembrar de obras passadas dela (ponto negativo para mim, aliás). Essa, no entanto é tão atípico que me atraiu, principalmente pelo bongô.

A “The Seat of Power” me remeteu a uma coisa quando vi a intro: James Bond. Essa pegada lenta e misteriosa é característica do início da musica, depois ela vira uma mescla de inúmeros instrumentos, ficando até bom. Porem o início ainda é insuperável. Apesar do ponto negativo citado ali em cima, quanto à muitas musicas lembrarem trabalhos passados (o que não é ruim no geral, só não curti aqui), a “Skull Heart Arrhythmia” é uma musica da Yamane que eu gostei. Não só pelo constantepiano constante, marca registrada dela, mas principalmente pela alternância de ritmos. No inicio é uma pegada rápida, depois dá uma cadenciada no ritmo, e voltando pro rápido novamente, acompanhado pelo vocal lírico formidável da Kahori Yamane, irmã da Michiru Yamane (também fiquei surpreso).

E falando em vocal, a musica “Hitomi No Kioku” encerra bem o álbum, na forma de faixa bônus. Como comento algumas vezes, não sou entusiasta fervoroso de musicas em japonês, exceto em jogos, e a Geila Zilkha cantou muito bem, numa pegada Jazz/Blues muito gostosa de ouvir. Ouvir bebendo alguma coisa deve ser bem relaxante. Deve não, É relaxante. Já fiz isso =D. Aliás, a “In a Moment’s Time” é a versão em inglês da mesma musica.

No fim de tudo, eu recomendo que escutem todo o álbum, pois fiquei surpreso pelo excesso de riqueza musical desse, e creio que os amantes de Jazz, Blues e derivados irão gostar bastante das composições aqui compostas.

Aliás, adendo rápido: tanto saxofone me lembrou o Epic Sax Guy.


Fonte: VGMDB

2 comentários:

McSundaeGuy,  19 de maio de 2012 20:17  

Com a quantidade de trilhas de jogos de luta que são metal/rock é legal quando aparece "umzinho" que é jazz.
Tirando esse, só me lembro de cabeça o Marvel Vs. Capcom 2. "~I Wanna take you for a ride~~"

O "Skullgirls" me chamou a atenção pela jogabilidade, procurei pelo "hotsite" e acabei ouvindo as excelentes músicas.
Ele deu a entender que a trilha era só da Michiru Yamane e também que esse foi o primeiro jogo ocidental a ter sua trilha composta por um(a) japonês(a). =P

Em outras palavras: não confiar no hotsite.

Mas não acho que descobrir a verdade depois tenha sido ruim, todos os compositores são talentosos e detalhe:
Blaine McGurty é cofundador da "Retro Remix Revue", ele arranja as músicas da banda e toca instrumentos variados nelas.

"Skullgirls" foi uma ótima ideia para post =), só tenho uma critica: foi meio difícil de acompanhar o que você quis dizer em algumas partes. =(

Reiterar o que se fala e adicionar elementos de coesão entre as frases deixa a leitura mais agradável.
Mesmo que o texto fique maior, ele não fica repetitivo.

PS: "Skullgirls" é um trocadilho pra "School Girls"... não dá pra dizer que o jogo não avisou sobre garotas de 16 anos, haha.

Wesley Pires 20 de maio de 2012 11:53  

@McSundae
Entendo a sua critica, e respondo, pois foi dificil escrever sobre as muiscas mesmo. Primeiro que o album disponivel para ouvir e os nomes das trilhas no VGMDB eram totalmente diferentes, e em ordem diferente. Esse tipo de review eu faço em 1 hora ou menos, mas por conta disso, me tomou 2:35 =p. Mas agradecio pelo adendo =]