12 março 2011

Indie Game Music #4 - Downstream

Mais uma vez olá galera!

É muito comum encontrar bons jogos de plataforma, quase sempre com um mesmo objetivo, chegue ao fim da fase, derrote um possível Boss e resgate a princesa. Um jogo que possívelmente se diferencia nesse quesito é Braid. Sua proposta que aparentemente é simples, se mostra incerta, o jovem Tim deve resgatar a princesa, que foi raptada por um terrível monstro, e supostamente isso teria acontecido por um erro seu. Ao prosseguir dos mundos, muitas teorias são levantadas, como referências à contros de fadas, ou mesmo ao desenvolvimento da bomba atômica. Foi dito pelo próprio criador, Jonathan Blow, que o jogo possui mais de uma interpretação.

Na questão gráfica, o jogo esbanja, gráficos coloridos, mas suaves, uma verdadeira obra de arte (me lembra Legend of Mana), criada pelo artista David Hellman, que, além de linda, contribui com o gameplay, permitindo uma boa vizualização dos objetos, sem tirá-los do foco, ou ofuscar suas propriedades especiais, caso as possua.

A jogabilidade é impecável, apesar das restrições das habilidades de Tim, o protagonista, que pode apenas pular uma altura miserável, segurar chaves e, o mais importante, alterar o progresso do tempo, ou seja, pode voltar no tempo. Essa habilidade poderia facilmente tornar o jogo fácil, mas o criador foi mais esperto, além de não dar dica alguma ao jogador, ainda põe obstáculos variantes do mundo em que está. O jogo possui 6 mundos, cada um com sua característica especial e puzzles diversos, que podem forçar até mesmo os mais habilidosos a parar e pensar.

A trilha sonora do jogo é cativante e diferente, mas do modo que foi usada não pode ser aproveitada fluentemente pelo jogador, que constantemente volta no tempo e atrapalha a melodia. Quando vista por fora, é fácil notar o trabalho posto nelas, todas bem produzidas, sem exageros e principalmente grandes o suficiente para evitar loopings eternos, o que as tornam ainda mais cativantes. Atualmente minha preferida é Downstream, composta por Shira Kammen, que leva um toque medieval e me faz pensar no passado.



Baixar o mp3!

Gameplay de Braid

3 comentários:

Alexo Maravalhas 12 de março de 2011 18:56  

Acho importante lembrar que a trilha do Braid, embora lindíssima, não é original.

Azure 13 de março de 2011 13:54  

Sim, Alexo, a trilha é licenciada da Magnatunes, mais especificamente de três artistas: Cheryl Ann Fulton, Shira Kammen e Jami Sieber.

Foi feito assim, provavelmente porque o criador desejava evitar mais custos com o jogo.