14 maio 2013
11 maio 2013
09 maio 2013
[Sebo do Wes] – Bioshock Infinite Digital Soundtrack
Cara ou coroa? Cara...ou coroa?
Não, não estamos em um cenário do Duas-Caras, hahahahaha. Bem vindos ao Sebo do
Wes.
Seguramente, afirmo que a
franquia Bioshock foi uma surpresa
enorme no ramo de FPS para mim, pois diferente de grande parte, evito jogar FPS
“pé no chão”, onde o jogo é mais fiel à vida real, como Call of Duty, Battlefield
e outros. Sempre preferi os FPS com elementos desconhecidos, como Half Life 2, e nesse quesito a
franquia não decepcionou. E como toda franquia boa tem sua continuação, trago
hoje para os senhores (e senhoritas. Há senhoritas que lêem meus textos?!) o álbum
formidável Bioshock Infinite Digital
Soundtrack, do mais formidável ainda Garry
Schyman.
Veja a playlist, antes que
Comstock a veja antes:
01.
Introduction
02. Welcome
to Columbia
03. Will
The Circle Be Unbroken – choral version
04. Lighter
Than Air
05. Lutece
06. The
Battle For Columbia I
07. The
Girl In The Tower
08.
Elizabeth
09. The
Songbird
10. Rory
O’More/Saddle The Pony
11. The
Battle For Columbia II
12. The
Readiness Is All
13. Lions
Walk With Lions
14. Will
The Circle Be Unbroken
15.
Unintended Consequences
16. The
Battle For Columbia III
17. Family
Reunion
18. Solace
19. The
Battle For Columbia IV
20. The
Battle For Columbia V
21. Let Go
22. Doors
23. The
Girl For The Debt
24. Back In
The Boat
25. AD
26.
Smothered
27. Baptism
28. Will
The Circle Be Unbroken – full version
É certo que uma ótima introdução
ao universo que você vai interagir é o ponto chave de um começo de jogo, tanto
é que o primeiro Bioshock fez isso de maneira estupenda com “Welcome to Rapture”.
Porem ao contrario dessa, a “Welcome to Columbia”
seguiu uma linha diferente, pois começa com um frenesi de violinos e
violoncelos, e depois bate a calmaria instantânea, de um piano simples e bem
lento, causando um ar angelical no contexto do jogo, e é algo bem justo, já que
a cidade flutuante de Columbia tem toda uma ideologia de ser uma espécie de “Novo
Eden”. Algo que também lembra coisas angelicais é “The Girl in The
Tower”, pois mesmo ela sendo curtinha, ela representa bem o que seria
algo “acima de nós”, algo intocável, algo “divino”, principalmente por conta do
violino melancólico, algo que me remeteu facilmente a certas musicas de Koh Otani, em Shadow of the Collossus. E não se enganem, o álbum começa “tranquilo”,
mas chega “The Songbird” para
mostrar que a vida não é calma e monótona. Para começar, musicas que começam
com TUM-TUM TUM-TUM TUM-TUM sempre são tensas, e atrelada ao violino frenético
(marca registrada do Schyman) tornam a tensão mais crível. E aí vem o clímax,
onde a musica de tensão se torna musica de perseguição. É difícil explicar a
magnanimidade da musica sem mostrar onde ela se encaixa. Logo abaixo há a parte
onde ela é tocada, fique avisado de leve SPOILER:
Algo que comentei no Twitter é
que nesta musica há mais musicas de combates do que no jogo predecessor (eu
falo do primeiro, eu desconsidero o segundo Bioshock), e provável que isso se
deve ao fato de batalhas ocorrerem com frequência, e sempre se inicia e acaba
musicas durante elas. A “The Battle for Columbia I”
é um ótimo começo e mostra que o compositor melhorou bastante no quesito de
musicas de batalhas, pois além do
frenesi típico dos violinos, há certos sons como batidas de aço com aço e
variantes que tornam a faixa mais frenética. Usos destes tipos de sons orgânicos
são bem usados na franquia Silent Hill,
porem de uma maneira cadenciada, incitando mais à tensão do que a ação. Musicas
com repetições dos mesmos trechos também funcionam para estimular a ação, e a “The Battle for Columbia IV”
é bem isso, pois ela começa com a mesma sequencia de notas, e ela se delonga
durante a musica de modo bem sombrio. Não tem pontos altos, mas não tem pontos
baixos. Típica musica infinita de batalha. E reparem que todas as musicas de
batalha acabam com um violino rápido, que é algo que gostei bastante.
Ninguém gosta de depressão, porem
Garry Schyman é mestre nesse tipo de coisa, e na franquia isso se encaixa como
uma luva. Lá em cima citei uma faixa que
me lembra trilhas do Shadow of the Collossus, e a “Unintended
Consequences” é outra que me reflete bem a estas faixas, bem curtas,
mas levemente depressivas graças aos instrumentos. Porem ela em especial me
causa certa depressão, mas também certa motivação. Vai entender, não é? E
possivelmente a musica mais triste, tanto peloa sonoridade dela, quanto pelo
momento que ela retrata (que não vou revelar pois é o final do jogo) é “Baptism”. Ela se
inicia com um tom bem médio e sombrio, e no meio da musica ela despenca com um
piano muito fúnebre e triste. Muito triste mesmo. Não é uma musica que dê para
se ouvir a esmo ou usar em obras orquestradas, mas devido ao seu momento, seja
uma das mais importantes das faixas musicais do jogo. Acho que o Schyman e
outros autores como Akira Yamaoka
sofrem disso, de ter musicas excelentes de ambientação, mas não há tantas faixas
boas para se ouvir sozinhas.
Vamos às menções honrosas desse álbum
formidável. “Lutece” com seu
acordeon formidável aparecendo em toda a musica e tornando-se tema dessa dupla
formidável de irmãos. “Doors”, que eu
adicionei pelo incrível fator nostálgico, e por lembrar muito trilhas do
primeiro Bioshock, e esse fator tem uma explicação. Mas é SPOILER, então irei
me abster. E a ultima musica, “Will The Circle Be Unbroken
– full version” onde temos os atores Courtnee Draper (Elizabeth) e Troy
Baker (Booker DeWitt) interpretando esta musica. Eu gostei bastante,
pois além da musica ser bonita, a Courtnee tem uma linda voz, o que torna ela
bem agradável de ouvir. Porem eu prefiro uma versão que é tocada nos créditos
do jogo, onde tanto ambos os atores quanto o diretor criativo Ken Levine
aparecem em estúdio. Podiam ter incluído o backing vocal do Troy Baker na versão
do álbum, ficaria mais maneira, assim como ficou no vídeo abaixo. Não é
spoiler, assistam sem medo:
Fonte: VGMDB
Tags:
sebo do wes
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